Medical Express

ISSN (print): 2318-8111

ISSN (online): 2358-0429

Abstract

Writing good English: is scientific English a Latin language in disguise?

Abstract


BACKGROUND: English is the lingua franca of science; it is the language of the two last world superpowers and the language of four out of the world's ten greatest producers of science; it is a fairly simple language and the most hybridized language in history, with Latin and French contributing 60% of the entire English lexicon. The object of this study is to determine whether the frequency of use of imported words is a function of literary genre.
METHOD: texts were randomly selected from (a) medical scientific original articles, (b) newspaper financial reports, (c) sport reportages, (d) literary texts and (e) colloquial English; for comparison a collection of similarly distributed texts were selected from Portuguese; the frequency of occurrence of Latin or Neo-Latin words was determined in the English texts as well as the occurrence of non-Latin or non-Neo-Latin words in the Portuguese texts; a oneway analysis of variance was used to determine whether significant differences occurred between genres in the two languages.
RESULTS: The frequency of occurrence of Latin/French words in English text was significantly dependent on the literary genre, being maximal in medical scientific texts and minimal in colloquial English; in contrast, the frequency of occurrence of non-Latin words in Portuguese was constant throughout the same literary genres.
CONCLUSION: The use of Latin/French words in English is directly proportional to the complexity of the literary genre, a phenomenon not observed in Portuguese, a typical Neo-Latin language.


Keywords: Medical Education; Scientific language; Ethymology.

Resumo


CONTEXTO: o inglês é a língua franca da ciência; é a língua das duas mais recentes superpotências mundiais e a língua de quatro dos dez maiores produtores de ciência do mundo; é uma língua bastante simples e o idioma mais hibridizado da história, com o latim e o francês contribuindo com aproximadamente 60% do léxico inglês. O objetivo deste estudo é determinar se a frequência de uso de palavras importadas é uma função do gênero literário.
MÉTODO: os textos foram selecionados aleatoriamente de (a) artigos científicos médicos, (b) relatórios financeiros dos jornais, (c) reportagens desportivas, (d) textos literários e (e) inglês coloquial; Para comparação, uma coleção de textos distribuídos de forma semelhante foi selecionada a partir do português; a frequência de ocorrência de palavras latinas ou neolatinas foi determinada nos textos em inglês e na ocorrência de palavras não latinas ou não neolatinas nos textos portugueses; uma análise de variância unidirecional foi utilizada para determinar se diferenças significativas ocorreram entre gêneros nas duas línguas.
RESULTADOS: A frequência de ocorrência de palavras latinas / francesas em texto em inglês foi significativamente dependente do gênero literário, sendo máxima em textos científicos médicos e mínima em inglês coloquial; em contraste, a frequência de ocorrência de palavras não latinas em português foi constante ao longo dos mesmos gêneros literários.
CONCLUSÃO: O uso de palavras de origem latina ou francesa em inglês é diretamente proporcional à complexidade do gênero literário, fenômeno não observado em português, uma língua neolatina típica.


Palavras-chave: Educação Médica; Linguagem Científica; Etimologia.