Medical Express

ISSN (print): 2318-8111

ISSN (online): 2358-0429


Patients with chronic high spinal cord injury can be safely treated with neuromuscular electrical stimulation: cardiovascular function is unaffected


OBJECTIVE: To identify changes in blood pressure and heart rate in individuals with chronic paraplegia undergone neuromuscular electrical stimulation treatment.
METHOD: Design: Observational prospective. Participants: Twenty individuals with chronic paraplegia (neurological level above T6) belonging to two different groups (G1 and G2) were submitted to an upper limb exercise test. G1 patients (n=13) had been treated with neuromuscular electrical stimulation (25Hz, pulses of 300μs, 100V) for 2 years or more, at least once a week; G2 patients (n=7) did not receive neuromuscular electrical stimulation treatment; G3 individuals (n=6) were healthy volunteers. Procedures: Arterial blood pressure and heart rate were measured during four phases of the exercise test: at initial rest, during warmup, during the exercise itself, and at rest after the exercise.
RESULTS: Systolic and diastolic blood pressures showed no statistical difference between groups. In the comparison between exercise phases, regardless of the group, systolic pressure was significantly higher and diastolic pressure significantly lower at the end of the exercise itself, when compared to all other phases. Resting heart rate was significantly lower in healthy controls vs. G1 and G2, which were not significantly different between themselves. Exercise increased heart rate in all groups.
CONCLUSION: This study showed that the groups are normotensive and homogeneous in their results; heart rate was higher in both paraplegic groups compared to healthy controls, but no difference was found between treated vs. untreated groups. Thus, neuromuscular electrical stimulation is a safe and effective way to treat individuals with chronic paraplegia.

Keywords: Spinal Cord Injury, Paraplegia, Blood Pressure, Heart Rate, Neuromuscular Electrical Stimulation, Autonomic Dysreflexia.


OBJETIVO: Identificar mudanças na pressão arterial e frequência cardíaca em indivíduos com paraplegia crônica tratados com estimulação elétrica neuromuscular.
MÉTODO: Estudo prospectivo observacional. Participantes: vinte indivíduos com paraplegia crônica (nível neurológico acima de T6) pertencentes a dois diferentes grupos (G1 e G2) foram submetidos a um teste de exercício de membros superiores. Os pacientes do G1 (n = 13) haviam sido tratados com estimulação elétrica neuromuscular (25 Hz, pulsos de 300 μs, 100 V) por 2 anos ou mais, pelo me nos uma vez por semana; os pacientes do G2 (n = 7) não receberam o tratamento com estimulação elétrica neuromuscular; os indivíduos do G3 (n = 6) eram voluntários saudáveis. Procedimentos: A pressão sanguínea arterial e a frequência cardíaca foram medidas durante quatro fases do teste de exercício: no repouso inicial, durante o aquecimento, durante o exercício e no repouso após o exercício.
RESULTADOS: As pressões arteriais sistólica e diastólica não apresentaram diferença estatística entre os grupos. Na comparação entre as fases do exercício, independentemente do grupo, a pressão sistólica foi significativamente maior e a pressão diastólica significativamente menor no final do exercício, em comparação com todas as outras fases. A frequência cardíaca em repouso foi significativamente menor em controles saudáveis versus G1 e G2, que não foram significativamente diferentes entre eles mesmos. O exercício aumentou a frequência cardíaca em todos os grupos.
CONCLUSÃO: Este estudo mostrou que os grupos são normotensos e homogêneos em seus resultados; a frequência cardíaca foi maior em ambos os grupos paraplégicos em comparação com controles saudáveis, mas nenhuma diferença foi encontrada entre os grupos tratados versus os não tratados. Assim, a estimulação elétrica neuromuscular é uma maneira segura e eficaz de tratar indivíduos com paraplegia crônica.

Palavras-chave: Lesão Medular, Paraplegia, Pressão Sanguínea, Frequência Cardíaca, Estimulação Elétrica Neuromuscular, Disreflexia Autonômica.