Medical Express

ISSN (print): 2318-8111

ISSN (online): 2358-0429

Abstract

Cardiac vagal index varies according to field position in male elite football players

Abstract


BACKGROUND: Cardiac vagal index (CVI) is supposedly higher in athletes and may differ between sports and/or between field positions.
OBJECTIVE: To compare CVI: a) between elite football players vs. non-athletes and b) according to five football positions.
METHOD: 242 football players of the first Brazilian/Angolan division were divided in five positions (N): goalkeepers (17), defenders (44), wingers (34), midfielders (87) and forwarders (60) and compared with 303 age-matched healthy non-athletes. CVI was estimated from a 4-second exercise test by quantifying the ratio of two cardiac cycle durations, before and at the end of a fast unloaded cycling exercise.
RESULTS: Football players had resting and maximal heart rates of, respectively, 59 and 190 bpm and measured VO2max of 62.2 mL/(kg.min). Players and non-athletes showed similar CVI results (median-[P25-P75]) – 1.63- [1.46-1.84] vs 1.61-[1.41-1.81] (p = 0.22). Wingers tended to have a higher CVI (1.84-[1.60-1.99]), especially when compared to defenders (1.53-[1.41-1.72] (p = 0.01). There was a modest non-physiologically relevant association between VO2max and CVI (r = 0.15).
CONCLUSIONS: Football players did not differ from non-athletes in CVI; however, among players, wingers were more often vagotonic, which may represent a hemodynamic advantage for match situations, where rapid heart rate transitions and faster oxygen delivery to muscles are required.


Keywords: Sports; Autonomic nervous system; Heart rate; 4-second exercise test; Parasympathetic activity.

Resumo


FUNDAMENTOS: O índice vagal cardíaco (IVC) é supostamente maior em atletas e pode diferir entre esportes e dentro do mesmo esporte.
OBJETIVO: Comparar o IVC: a) entre futebolistas e não atletas e b) de acordo com cinco posições do futebol.
MÉTODO: 242 jogadores da primeira divisão brasileira/angolana foram divididos em cinco posições (N): goleiros (17), zagueiros (44), laterais (34), meio-campistas (87) e atacantes (60) e comparados com 303 não-atletas saudáveis da mesma idade. IVC foi estimado a partir do teste de exercício de 4 segundos, quantificando a relação entre as durações de dois ciclos cardíacos - antes e ao final de uma pedalada rápida e sem carga
RESULTADOS: As frequências cardíacas de repouso e máxima dos futebolistas foram, respectivamente, 59 e 190 bpm e o VO2max de 62,2 mL/(kg.min). Futebolistas e não-atletas mostraram resultados semelhantes de IVC (mediana- [P25-P75]) - 1,63- [1,46-1,84] vs 1,61- [1,41- 1,81] (p = 0,22). Os laterais tenderam a ter maior IVC (1,84- [1,60-1,99]), especialmente quando comparados aos defensores (1,53- [1,41-1,72] (p = 0,01). Houve uma modesta associação fisiologicamente irrelevante entre VO2max e IVC (r = 0,15).
CONCLUSÕES: jogadores da elite do futebol não diferem de não-atletas em IVC; entretanto, entre eles, os alas se mostraram mais frequentemente vagotônicos, o que pode representar uma vantagem hemodinâmica para situações de jogo, onde são necessárias transições rápidas da frequência cardíaca e um aporte mais rápido de oxigênio para os músculos ativos.


Palavras-chave: esportes; sistema nervoso autônomo; frequência cardíaca; teste de exercício de 4 segundos; atividade parassimpática.